sábado, 25 de abril de 2009


Segundo as Escrituras Sagradas os dois Testamentos, que ela compõem, estão em um constante fluxo e refluxo de interpretação, ou seja, tanto o V.T. deve ser interpretado à luz do N.T. como o N.T. à luz do V.T.

Neste movimento interpretativo temos a relação entre sombra e realidade, antítipo e tipo, profecia verbalizada e profecia cumprida (Cl 2:16,17; Hb 10:1 / Hb 7:1-3; Jo 1:29; At 2:29-36; Mt 1:1-16).

Diante deste fato, necessário se faz que entendamos alguns aspectos da revelação bíblia no Velho Testamento:

a) Ela não é exaustiva, ou seja, não trata sobre todos os assuntos e de uma forma completa. Exemplo disto é a doutrina da expiação e interceção limitada de Cristo (Ex 39:6-14 - Lv 16:20,21).

b) Ela é progressiva (Ex. O plano da salvação, a Trindade, escatologia, etc)

c) Ela é, em muitos fatos e aspectos, uma sombra (Cl 2:16,17; Hb 10:1), e, como sombra, devem ser consideradas algumas verdades:

c.1 Uma sombra é incompleta: a circuncisão era menos abrangente quando comparada ao batismo, pois aquela era ministrada tão somente aos descendestes do sexo masculino (Gn 17:10), já este tanto aos homens como às mulheres (At 16:14,15).

c.2 Uma sombra é transitória: em sua própria essência, toda sombra se esvai quando vem plena luz e quando a realidade que representa se aproxima mais e mais, até assumir completamente o seu lugar (Dn 9:26,27; Hb 9:1, 10, 11); ou seja, apresença da realidade exclui necessariamente a sombra.

c.3 Não é o retrato real do que representa: embora se assemelhe a realidade, a sombra nada mais é do que um contorno daquilo que representa (Hb 10:1). Exemplo disto temos a cerimônia da unção naqual o óleo representava a presença do Espírito Santo na vida daquele que era ungido.

c.4 Apresenta parcialmente a realidade: as várias cerimônias existentes na lei mosaica nos demonstram que o ministério de Cristo, em sua totalidade, não poderia ser representado por apenas um só ato cerimonial ou litúrgico (Cl 2:16,17; Lv 16:5-10)

c.5 Aponta para uma realidade: os rituais do V.T. não foram dados por Deus em função de si mesmos (I Co 7:19), mas para comunicar ao seu povo realidades futuras que certamente já existiam e que estavam “prestes” a se manifestarem (Cl 2:16,17). A sombra era, portanto, a testemunha daquilo que certamente Deus faria.

d) Ela é profética, no sentido em que Deus inspirou homens santos a proclamarem e escreverem sobre fatos que ainda viriam acontecer na nova dispensação (Mt 1:18-23; At 2:29-36).


Profecia

Onde

Cumprimento

Como Filho de Deus

Sl 2.7

Lc 1.32,35

Como descendente de mulher

Gn 3.15

Gl 4.4

Como descendente de Abraão

Gn 17.7; 22.18

Gl 3.16

Como descendente de Isaque

Gn 21.12

Hb 11.17-19

Como descendente de Davi

Sl 132.11; Jr 23.5

At 13.23; Rm 1.3

Sua vinda em tempo certo

Gn 49.10; Dn 9.23,25

Lc 2.1

Seu nascer de uma virgem

Is 7.14

Mt 1.18; Lc 2.7

Ser chamado Emanuel

Is 7.14

Mt 1.22,23

Nascer em Belém

Mq 5.2

Mt 2.1; Lc 2.4-6

Grandes viriam adorá-lo

Sl 72.10

Mt 2.1-11

Matança dos meninos de Belém

Jr 31.15

Lc 2.16-18

Ter chamado do Egito

Os 11.1

Mt 2.15

Ser precedido por João

Is 40.3; Ml 3.1

Mt 3.1-3; Lc 1.17

Sua unção com o Espírito

Sl 45.7; Is 11.2, 61.1

Mt 3.16; Jo 3.34; At 10.38

Ser profeta semelhante a Moisés

Dt 18.15-18

At 3.20-22

Ser sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque

Sl 110.4

Hb 5.5,6

Sua entrada no ministério publico

Is 61.1,2

Lc 4.16-21, 43

Se ministério iniciado na galiléia

Is 9.1,2

Mt 4.12-16, 23

Sua entrada publica em Jerusalém

Zc 9.9

Mt 21.1-5

Sua vinda ao templo

Ag 2.7,9; Ml 3.1

Mt 21.12; Lc 2.27-32; Jo 2.13-16

Sua pobreza

Is 53.2

Mc 6.3; Lc 9.58

Sua humildade e falta de ostentação

Is 42.2

Mt 12.15,16,19

Sua ternura e compaixão

Is 40.11; 42.3

Mt 12.15, 20; Hb 4.15

Sua ausência de engano

Is 53.9

1Pe 2.22

Seu zelo

Sl 69.9

Jo 2.17

Sua pregação por parábola

Sl 78.2

Mt 13.34,35

Seus milagres

Is 35.5,6

Mt 11.4-6; Jo 11.47

Ter sido injuriado

Sl 22.6; 69.7,9,20

Rm 15.3

Ter sido rejeitado por seus irmãos

Sl 69.8; Is 63.3

Jo 1.11; 7.3

Ser uma pedra de escândalo aos judeus

Is 8.14

Rm 9.32; 1Pe 2.8

Ter sido odiado pelos judeus

Sl 69.4; Is 49.7

Jo 15.24,25

Ter sido rejeitado pelos lideres judeus

Sl 118.22

Mt 21.42; Jo 7.48

Os judeus e os gentios, contra Ele

Sl 2.1,2

Lc 23.12; At 4.27

Seria traído por um amigo

Sl 41.9; 55.12-14

Jo 13.18-21

Seus discípulos O abandonariam

Zc 13.7

Mt 26.31-56

Seria vendido por trinta moedas

Zc 11.12

Mt 26.15

Seu preço seria dado pelo campo do oleiro

Zc 11.13

Mt 27.7

A intensidade de seus sofrimentos

Sl 22.14,15

Lc 22.42,44

Seu sofrimento em lugar de outros

Is 53.4-6,12

Mt 20.28

Sua paciência e silencio sob os sofrimentos

Is 53.7

Mt 26.63; 27 12-14

Ser esbofeteado

Mq 5.1

Mt 27.30

Sua aparência maltratada

Is 52.14; 53.3

Jo 19.5

Terem-No cuspido e flagelado

Is 50.6

Mt 14.65; Jo 19.1

Cravação de seus pés e mãos à cruz

Sl 22.16

Jo 19.18; 20.25

Ter sido esquecido por Deus

Sl 22.1

Mt 27.46

Ter sido zombado

Sl 22.7,8

Mt 27.39-44

Mel e vinagre ser-Lhe-iam dados

Sl 69.21

Mt 27.34

Suas vestes seriam divididas e sortes lançadas

Sl 22.18

Mt 27.35

Seria contado com os transgressores

Is 53.12

Mc 15.28

Sua intercessão pelos Seus assassinos

Is 53.12

Lc 23.34

Sua morte

Is 53.12

Mt 27.50

Nenhum dos Seus ossos seria quebrado

Ex 12.46; Sl 34.20

Jo 19.33,36

Seria traspassado

Zc 12.10

Jo 19.34,37

Seria sepultado com o rico

Is 53.9

Mt 27.57-60

Não veria a corrupção

Sl 16.10

At 2.31

Sua ressurreição

Sl 16.10; Is 26.19

Lc 2.6,31,34

Sua ascensão

Sl 68.18

Lc 24.51; At 1.9

Seu assentar à direita de Deus

Sl 110.1

Hb 1.3

Seu exercer o oficio sacerdotal, no céu

Zc 6.13

Rm 8.34

Seria a pedra principal da igreja

Is 28.16

1Pe 2.6,7

Seria Rei em Sião

Sl 2.6

Lc 1.32; Jo 18.33-37

Conversão dos gentios a Ele

Is 11.10; 42.1

Mt 1.17-21; Jo 10.16; At 10.45-47

Seu governo reto

Sl 45.6,7

Jo 5.30; Ap 19.11

Seu domínio universal

Sl 72.8; Dn 7.14

Fp 2.9-11

A perpetuidade de Seu reino

Is 9.7; Dn 7.14

Lc 1.32,33

Quem sou eu

Minha foto
Doutorando em Ciências da Religião (PUC-GO), Mestre em Ciências da Religião (PUC-GO), Licenciatura em Pedagogia (UVA-CE), História (UVA-CE), Matemática (UNIFAN-GO) e Bacharel em Teologia (FACETEN-Ro). Professor de Metodologia do Ensino da Matemática; Metodologia do Ensino das Ciências Naturais; Educação e Cultura; Fundamentos Epistemológicos da Educação e Educação, Sociedade e Meio Ambiente, Filosofia, Ética, Ciências Políticas (FANAP).